sexta-feira, 26 de novembro de 2010

O Rio de Janeiro continua lindo!









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Fantástico poeta calígrafo artista completo Fahredin Shehu

You

You kiss my tear
And stamp my existence

I kiss you and melt
In God´s essence



White

The soul of parallel nation of Angeloid
Is striving pleasure of life?
Lives now
Perpetually woofs a rainbow muslin with the divine light
Inter-woofed dress
Newborn immaculate fellows
Perfuming
Oh those smell of paradise
Mint, Neroli, Oakmoss, Amber
A bouquet of divine pleasure
And Acacia kissed by a queen bee
Yes the queen of Enneagram
Of course
The work produces sweet essences
Oh Sarmouni of our Millennia
Melt the cataract-ic lance so they may see the beauty
Heal the flu so they may smell fresh ozone
A charged circle of light and love
Overwhelm
Remove the pulp from the reed
So may divine tune perform light?
Tao
May be your torchbearer
In the dark valley and by then you may see a spectrum
That encircles an infant fear
For an eternal life
Yet I kiss that that time sequence
Where Jin and Jang harmoniously co-habit
I a Feng Shui of Love
Defragmenter of hate's files
Zipper of dark matrixes
Arranger
So you may know they do exists
So you try them in order to enjoy the sweetness of life's honey
In this porcelain valley
Where goodness and mischief
Hand in hand are gliding furiously
Alas pure the morning with dew of love
Oxidize hate with apple vinegar
Sing to celebrate both solstices and have a cup of vine
That swoon you
That filters all starry
Cells of brain and ganglia
Perfume her navel with rosewater and kiss, kiss, kiss
Do a divine Tantra
With all visible and invisible and semi-visible spirits
Kiss topaz of her eyes
Kiss ruby of her heart
Kiss diamond of her nail
Kiss cooper of her feet ankle
Kiss jade of her bones
Kiss sapphire of her cells
And a flame-y waterfall of hair
And a silky pubic.
Oh.kiss and kiss and kiss whatever belongs to her
Make her a necklace
With your purest and noblest spermatozoids
Then call her as you wish
Wisdom, Hikkmah, Sophia
Or simply Goddess that makes you Angeloid.


Blog do poeta Fahredin Shehu.
Ele está também no excelente Poetas del Mundo.  

As caligrafias abaixo foram tiradas daqui


quinta-feira, 25 de novembro de 2010

CAPITALISMO

OU A GENTE ACABA COM O CAPITALISMO FINANCEIRO MARKETEIRO concentrador FETICHISTA DESEMPREGUISTA DESTRUIDOR MASSIFICANTE GUERREANTE ALIENANTE NEUROTIZANTE. ENLOUQUECEDOR !!!!!!!! E MAIS UM MONTE DE PORCARIAS . OU A GENTE ACABA COM ELE OU ELE ACABA COM A GENTE. THAT´S THE QUESTION !!!  NEM É MAIS UMA QUESTÃO DE POESIA. OU TALVEZ SEJA. CADÊ OS GARCIA LORCA DO SÉCULO XXI? OU SEJA, POETAS LATINOS QUE VÃO FUNDO NAS ENTRANHAS DO IMPÉRIO COMO FOI LORCA EM 1930 COM O POETA EM NOVA YORK.

HOJE, A CRISE DO CAPITALISMO PASSA NOVAMENTE POR NY MAS DE OUTRA MANEIRA, MAIS GERENCIADA... MUITO INVESTIMENTO PÚBLICO PARA SEGURAR O ANDOR QUE O SANTO É DE BARRO.  A CRISE DE 29 FOI MAIS INTENSA DEIXANDO "APENAS" 10 ANOS O POVO COM A LÍNGUA DE FORA , ESSA DE AGORA É MAIS EXTENSA. PARECE NÃO ACABAR MAIS . O CAPITALISMO DAQUI PRA FRENTE PARECE SER CRISE ATRÁS DE CRISE. CADA VEZ MAIS COMPLEXAS.


Vuelta a la ciudad

New York

Oficina y denuncia
A Fernando Vela


Debajo de las multiplicaciones
hay una gota de sangre de pato.
Debajo de las divisiones
hay una gota de sangre de marinero.
Debajo de las sumas, un río de sangre tierna.
Un río que viene cantando
por los dormitorios de los arrabales,
y es plata, cemento o brisa
en el alba mentida de New York.
Existen las montañas, lo sé.
Y los anteojos para la sabiduría,
Lo sé. Pero yo no he venido a ver el cielo.
Yo he venido para ver la turbia sangre,
la sangre que lleva las máquinas a las cataratas
y el espíritu a la lengua de la cobra.
Todos los días se matan en New York
cuatro millones de patos,
cinco millones de cerdos,
dos mil palomas para el gusto de los agonizantes,
un millón de vacas,
un millón de corderos
y dos millones de gallos
que dejan los cielos hechos añicos.
Más vale sollozar afilando la navaja
o asesinar a los perros
en las alucinantes cacerías
que resistir en la madrugada
los interminables trenes de leche,
los interminables trenes de sangre,
y los trenes de rosas maniatadas
por los comerciantes de perfumes.
Los patos y las palomas
y los cerdos y los corderos
ponen sus gotas de sangre
debajo de las multiplicaciones;
y los terribles alaridos de las vacas estrujadas
llenan de dolor el valle
donde el Hudson se emborracha con aceite.
Yo denuncio a toda la gente
que ignora la otra mitad,
la mitad irredimible
que levanta sus montes de cemento
donde laten los corazones
de los animalitos que se olvidan
y donde caeremos todos
en la última fiesta de los taladros.
Os escupo en la cara.
La otra mitad me escucha
devorando, orinando, volando en su pureza
como los niños en las porterías
que llevan frágiles palitos
a los huecos donde se oxidan
las antenas de los insectos.
No es el infierno, es la calle.
No es la muerte, es la tienda de frutas.
Hay un mundo de ríos quebrados
y distancias inasibles
en la patita de ese gato
quebrada por el automóvil,
y yo oigo el canto de la lombriz
en el corazón de muchas niñas.
Óxido, fermento, tierra estremecida.
Tierra tú mismo que nadas
por los números de la oficina.
¿Qué voy a hacer?, ¿ordenar los paisajes?
¿Ordenar los amores que luego son fotografías,
que luego son pedazos de madera
y bocanadas de sangre?
San Ignacio de Loyola
asesinó un pequeño conejo
y todavía sus labios gimen
por las torres de las iglesias.
No, no, no, no; yo denuncio.
Yo denuncio la conjura
de estas desiertas oficinas
que no radian las agonías,
que borran los programas de la selva,
y me ofrezco a ser comido
por las vacas estrujadas
cuando sus gritos llenan el valle
donde el Hudson se emborracha con aceite


LORCA -AUTO RETRARTO PARA O POETA EM NOVA YORK


Acorda amor

Mundo, mundo, vasto mundo. No entanto, costumamos viver no mundo como se ele fosse uma vilazinha.

O que importa uma greve geral dos trabalhadores em Portugal contra corte de salários, se o meu salário é uma merda? O que importa a cólera no Haiti se eu não tenho parentes lá? E daí se milhares de drogados no mundo continuam se infectando com o vírus da Aids, desde que não seja o meu filhinho? O que é que tem  a ver a crise nos Estados Unidos se continua a Disneylandia? Crianças e jovens, que gracinhas!,  estão manifestado nas ruas da Europa, como pode isso? África, lugar de leões e de negros, onde é mesmo que fica? Coréia do Sul x Coréia do Norte, será isso jogo de futebol? 29 morrem em minas na Nova Zelândia e nem um showzinho? Honduras ditadura, mas isso já não acabou?

Assim, vamos tocando a nossa vidinha até que.... chega a hora de ver TV. Agora um pouco de mundo.  Depois, hora de diversão, dissolver o mundo na novela. Vamos dormir meu mundinho, amanhã de manhã vou fazer um café pra nós dois. Coloca o despertador...








quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Blogueiro e tuiteiro

Blogs sem ligação com nenhum portal da internet foram recebidos pelo Presidente da República numa coletiva hoje cedo no Palácio do Planalto.

Lula avisou: "vou ser blogueiro e tuiteiro". Esse Lula é danado... demais.

O Rodrigo Viana tem razão: faltaram as mulheres. Só  havia homens, todos de ternos...


Ainda cuspindo o veneno...

" Para cada alma pertence um mundo diferente; para cada alma, toda outra alma é um além mundo"
Nietzsche - Assim falou Zaratustra - O convalescente


Uma das mais bonitas e potentes passagens do Assim falou Zaratustra é O convalescente em que o nosso herói levanta-se da cama depois de convalescer durante sete dias em virtude da descrença no homem. "É demasiado mesquinho, o maior!- Era este o meu estado pelo homem! e o eterno regresso, e outra vez, do mais mesquinho! - Isso então era o enfado de toda a minha existência!".  

Trata-se da última crise melancólica de Zaratustra e é nesse contexto de doença e morte em que ele  se prepara para elaborar definitivamente O Eterno Retorno (O grande anelo), afastando para sempre a idéia de que o que retorna é o mesmo homem mesquinho. Não há palavras exatas para definir O Eterno Retorno do não mesquinho, O Eterno Retorno da diferença. As palavras não podem tudo. Mas as palavras podem matar. E matam. Palavras foram feitas sobretudo para matar.


Não sou Zaratustra, infelizmente. Mas andei morrendo de mesquinharias. Mesquinharias de palavras, acusações, julgamentos. Palavras de ordem. Não sou Zaratustra, infelizmente, mas andei me curando das mesquinharias humanas. Bati em muitas portas pedindo. O idiota que me habita não sabia - ou fazia de conta que não sabia - que atrás das portas podem haver monstros.  O monstro é o pharmacon do homem? O monstro é o Outro do idiota? Não sei, mas sei que o monstro é perigoso e sei também que ele pode fazer a diferença. Como descrever a drástica mudança que se gerou no seu corpo quando se encontrou frente a frente com o desconhecido? Tudo o que recebi foram palavras mesquinhas, julgamento  pelas aparências. Figuras. "... a figura é o atributo não-corpóreo que o limita e o fixa: a morte é a Figura."

Doença. Só adoecendo pude me libertar dessa tristeza do humano.  Fui a minha própria médica. Há um cura potente em mim.  Sempre foi assim, assim é em todos nós. Mas é preciso alimentar esse cura. E eu o alimento com palavras. As palavras podem curar também.  Mensagens de fuga! Mas antes é preciso morrer, morrer de palavras. "Morte, morte, esse é o único julgamento, e o que faz do julgamento um sistema. Veredito.". 

Atenção! A palavra de ordem só nos mata porque  já estamos mortos, mortos de obediência. "Você já está morto quando recebe a palavra de ordem... A morte, com efeito, está em toda a parte como essa fronteira intransponível, ideal, que separa os corpos, suas formas e seus estados, e como a condição mesmo iniciática, mesmo simbólica, pela qual um sujeito deve passar para mudar de forma ou estado." Assim escreveram os curas Deleuze e Guattari no belíssimo Postulados da línguistica (Mil Platôs, Vol.II).

É a estética da crueldade. Bendita! Bendita pra mim que sou forte e consigo afastar o perigo do monstro e ficar apenas com a singularidade que mostra o monstro. Não sei se todos têm a mesma sorte ou se eu mesma continuarei a tê-la.  Sei que não sou Zaratustra, infelizmente, mas como ele, estou agora livrando a minha alma dos esconderijos, afastando o pó, as aranhas e as trevas.  

Está chegando o tempo em que a alma vai cantar e eu agradecer.  Um tempo de oferendas. Um tempo por vir, vindo. Um tempo já sendo. Tempo do e e e e e e e e e e e e e e e e e. Por isso, estou ficando gaga. Gaga apaixonada. Na pequena língua, porque na grande língua, a do professor que tudo sabe, não posso ga-ga-gue-gue-jar. I can´t stutter, in the major language, I can´t love.  Attention on the master, a a a a mon-mon-mon-monster. Monster of the word in the major language.


" A restauração da pureza interior deve, pois, reconstituir, narrar..." 
Jacques Derrida - A farmácia de Platão

“tudo aquilo que é mostrado ou que se mostra afirmando a sua singularidade contra e através do semelhante é monstruoso”
Perret-Gentil - L´escamoteur"

"Na realidade, precisamos aprender a amar certos monstros e a combater outros.”
Negri e Hardt - Multidão guerra e democracia na era do Império


terça-feira, 23 de novembro de 2010

O Tango do Gato

Estes tangos não são feitos para seus pés?
O que faço com o meu sonho em
 que você dança o
 Último tango em Paris?
Ah, baila, tira as botas, esquece os pés!


Dancemos o tango que não é tango ao som do Gato.


O anjo da guarda (de Caio Fernando Abreu)

Como adoro a obra do Caio Fernando Abreu, não pude deixar de ver o vídeo O anjo da guarda. Nessas situações, fico me achando curiosa da vida alheia, bisbilhoteira, que coisa feia! Bem, não faz muito mal saber como viveu um escritor que a gente gosta.  E acabei gostando do seu anjo  da guarda, Gil Veloso, também escritor. 






Cummings

Descobrindo novos poetas mesmo que velhos para outros.
E.E. Cummings
 Poesia gaguejante...viajante... Maravilha!!!
Sobriedade subtrativa criadora, como diz Deleuze-Guattari  
"um pouco de erva e água pura".



anyone lived in a pretty how town

anyone lived in a pretty how town
(with up so floating many bells down)
spring summer autumn winter
he sang his didn't he danced his did

Women and men(both little and small)
cared for anyone not at all
they sowed their isn't they reaped their same
sun moon stars rain

children guessed(but only a few
and down they forgot as up they grew
autumn winter spring summer)
that noone loved him more by more

when by now and tree by leaf
she laughed his joy she cried his grief
bird by snow and stir by still
anyone's any was all to her

someones married their everyones
laughed their cryings and did their dance
(sleep wake hope and then)they
said their nevers they slept their dream

stars rain sun moon
(and only the snow can begin to explain
how children are apt to forget to remember
with up so floating many bells down)

one day anyone died i guess
(and noone stooped to kiss his face)
busy folk buried them side by side
little by little and was by was

all by all and deep by deep
and more by more they dream their sleep
noone and anyone earth by april
wish by spirit and if by yes.

women and men(both dong and ding)
summer autumn winter spring
reaped their sowing and went their came
sun moon stars rain

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

FUMAR TAMBÉM É CULTURA. ESTÁ NA HORA DE REPENSAR A EXCLUSÃO E ESTIGMATIZAÇÃO DOS FUMANTES!!!



" Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma conseqüência de estar mal disposto.

Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando."

Fernando Pessoa - A tabacaria






























Rizoma de blogs

Uzinamarta - Utopia Ativa




CRIMINALIZAÇÃO DO USO DE FUMO: EXCLUSÃO SOCIAL OU INCLUSÃO DIFERENCIAL

Genaralizou-se a proibição do uso de cigarro... Já não lugares disponíveis... Minto, alguns pobres re-cantos sob a chuva e alheios ao contato com as áreas de lazer, estudo ou trabalho.


Nós, fumantes, estamos excluídos do mundo de todos.

Que saudade do cigarro e café entre amigos, animados por diálogos que enterneciam a vida com o prodígio da amizade!







Que saudade do cigarro com a fumaça caçando no ar as ideias que fluíram da leitura de um livro encantado!




 Que saudade!... A cerveja, as canções e os amores... Os amigos, o grito de gol e a confidência de uma dor.. o cigarro era fiel companheiro destas doces e ternas aventuras...


Porém, isto não é somente um desabafo, um choro atrasado...
Preocupante, é que o processo de desaparecimento da sociedade disciplinar, com seus mecanismos arquitetônicos de segregação marginalidade e exclusão social,persistem recuperados com precisão matemática e com a mesma regras de isolamento, humilhação e discriminação: há um dentro e um fora...


Não, talvez, pudéssemos concluir que a sociedade mundial de controle, que substitui à disciplinar, e impõe a substituição da exclusão pela inclusão diferencial, irá conviver pacificamente numa combinação harmónica com os os mecanismos de expropriação da liberdade típicos do modelo asilar, um muro e o isolamento... Visível ou invisível: o muro está presente...



Não nego os direitos dos não-fumantes, discuto aqui como o sistema soluciona gerando normativas excludentes, sen produzie criativamente um mundo de diversidade e liberdade.







"Freud era severamente dependente da nicotina e fumou charutos até o final de sua vida apesar de 31 cirurgias em dezessete anos. Ele precisou usar uma placa protética no céu da boca que lhe causava desconforto contínuo e interferia com sua fala. Sua inabilidade de deixar de fumar permaneceu um ponto cego intencional. A admissão, por parte de Freud, de sua dependência ao fumo causava sempre uma postura extremamente defensiva e não foi mencionada, de nenhuma forma, em sua auto-análise. Era um lado seu que ele sentia não ser da conta de ninguém."

John E. Burns - Freud, Cocaína e a sua Noiva.




" O cigarro - Quando vi pela primeira vez, levei um susto. Credo, podia fumar no estúdio? Sim, podia. E em aviões, elevadores, salas de reunião. Em 1977 você fumava até com bebê no colo. Depois me espantei com o meu espanto. Credo, como estou ficando careta! Onde já se viu ficar indignada porque a mulher está fumando? Deixa ela fumar.
Me espanta como, lentamente, pecados são construídos..."
Clarice Lispector










FUMANDO ESPERO (1922)
Fumar es un placer
genial, sensual.
Fumando espero
al hombre a quien yo quiero,
tras los cristales
de alegres ventanales.
Y mientras fumo,
mi vida no consumo
porque flotando el humo
me suelo adormecer...
Tendida en la chaisse longue
fumar y amar...
Ver a mi amante
solícito y galante,
sentir sus labios
besar con besos sabios,
y el devaneo
sentir con más deseos
cuando sus ojos veo,
sedientos de pasión.
Por eso estando mi bien
es mi fumar un edén.
Dame el humo de tu boca.
Anda, que así me vuelvo loca.
Corre que quiero enloquecer
de placer,
sintiendo ese calor
del humo embriagador
que acaba por prender
la llama ardiente del amor.

Letra: Félix Garzo e J. Villadomat
Música: Juan V. Masanas
Voz: Sara Montiel




Fumo & Amizade, Cinema & Tabaco, Café & Cigarros