segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Marilena Chauí: o que é uma democracia? qual a importância do governo Lula para a democracia brasileira? qual a ameaça que Serra representa para a democracia?



Veja também os outros depoimentos sobre Dilma em vídeos vinculados a esse: Fernando Morais, Alceu Valença, Chico César, Beth Carvalho, Antônio Pitanga , Fábio e Lucy Barreto.

Crime eleitoral dos mais sérios

QUEM PAGA OS PANFLETOS DO BISPO BERGONZINI CONTRA DILMA?


Dois milhões e 100 mil panfletos contra Dilma Rousseff, com falsa chancela da CNBB, estavam sendo rodados em uma gráfica em SP, descoberta pelo PT. Os responsáveis pela Pana Editora e Gráfica afirmam que o material --apenas um lote de um total de 20 milhões de panfletos que estão sendo rodados em SP com o mesmo conteúdo-- foi encomendado pelo bispo Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, da diocese de Guarulhos-SP. Perguntas que precisam ser respondidas: 1- Desde quando o bispo de Guarulhos tem dinheiro para imprimir 20 milhões de panfletos apócrifos? 2-Quem paga as gráficas? 3- De onde veio o dinheiro? 4- Em que conta da diocese ele foi depositado? 5-Quem orientou o texto a falsear a chancela da CNBB? 6-Dom Bergonzini conhece 'Paulo Preto', o homem acusado de sumir com R$ 4 milhões do caixa 2 da campanha de Serra -- que guarda segredos com força suficiente para obrigarem Serra a tratá-lo, alternadamente, num dia como 'factóide' e no outro, como 'competente e inocente' -- tudo isso num hiato de apenas 12 horas depois que Paulo Preto ameaçou Serra na Folha dizendo:' não se abandona um líder ferido na estrada; não cometam esse erro'. 7- Quem, afinal, está abastecendo o caixa da diocese de Guarulhos para transformá-la num bunker eleitoral anti-Dilma? Com a palavra, a operosa Polícia Federal de SP e a não menos operosa vice-procuradora do TSE, Sandra Cureaunull

Postado por Saul Leblon às 16:53

Fonte: Carta Maior

"Lancem a campanha contra o aborto bem no meio da campanha". Eles são profissionais. Fazem isso há dois mil anos!

Grande Bernardo Kucinski

Os envergonhados e os desavergonhados


Todas essas amigas minhas, da Vila Madalena, de Pinheiros, da USP, mulheres esclarecidas, emancipadas, que votaram na Marina apesar de evangélica e anti-aborto, agora descobriram que todo o seu estado maior é formado por tucanos. Ou ainda não descobriram? A vocês todas eu digo: não se trata agora de derrotar o Serra ou o neoliberalismo. Tudo isso é transitório, efêmero. Trata-se de derrotar a grande conspiração obscurantista. Trata-se da luta milenar da razão contra a superstição, da tolerância contra o fanatismo, da modernidade contra o atraso. O artigo é de Bernardo Kucinski.

Bernardo Kucinski

Rompo meu silêncio de três anos na Carta Maior por causa da minha mulher. Ela perguntou: você não vai fazer nada? Não vai participar da campanha? Eu não sou mais jornalista, respondi, sou ficcionista; não quero mais saber de política, chega, cinqüenta anos sendo usado, agora chega. Ela acabara de ler a história do bispo que mandou imprimir dois milhões de folhetos contra a Dilma. Eu lembrei ter dito a ela que a Igreja Católica estava traindo, já naquele dia em que soltaram o manifesto acusando Lula da fascista, com a assinatura do Dom Paulo. O pobre homem em estado avançado de Alzheimer, e arrancam dele essa assinatura.

A Igreja não está traindo, está fazendo o que sempre fez, ela respondeu. Nós acabávamos de voltar de uma viagem à Cartagena, na Colômbia, onde visitamos o museu da Inquisição. Os instrumentos de tortura ali exibidos, de fazer o DOI-CODI sentir vergonha, ficaram gravados fundo na nossa imaginação.

Está traindo sim, eu falei, está traindo em primeiro lugar porque usou um método traiçoeiro, o método das mentiras, da difamação, em segundo lugar porque está usando o dinheiro que arranca dos pobres para combater o governo dos pobres, e em terceiro lugar porque está usando uma eleição universal, republicana, para emplacar um dogma religioso, dogma dos mais nefastos, que só prejudica as mulheres pobres.

Um Papa decidiu lá em Roma que o aborto é a linha divisória entre uma sociedade moderna, laica, regida pelo saber científico, e a sociedade atrasada, na qual os padres mandam na vida das pessoas e a Igreja por isso mantém seu poder. E veio a ordem, lancem a campanha contra o aborto bem no meio da campanha eleitoral. Eles são profissionais. Fazem isso há dois mil anos, desavergonhados, Os evangélicos, amadores, entraram de carona.

Agora vou falar dos envergonhados, esses que passaram oito anos disseminando mentiras sobre a transposição do São Francisco, acusando Lula de só beneficiar o agronegócio, demonizando as novas hidroelétricas, tumultuando audiências públicas em nome de índios e caboclos desprovidos de luz elétrica, obstruindo a construção de pontes e estradas que integrariam o continente, combatendo os transgênicos em nome de uma visão pré-darwiniana da natureza, esses que se condoem com gatinhos e pererecas, mas não com os meninos de rua ou os moradores de palafitas. Esses, que agora estão lançando manifestos dizendo envergonhadamente para votar contra o Serra. Por que não dizem bem alto votem na Dilma?

E também essas todas, amigas minhas, da Vila Madalena, de Pinheiros, da USP, mulheres esclarecidas, emancipadas, que votaram na Marina apesar de evangélica e anti-aborto e agora descobriram que todo o seu estado maior é formado por tucanos. Ou ainda não descobriram? A vocês todas eu digo: não se trata agora de derrotar o Serra ou o neoliberalismo. Tudo isso é transitório, efêmero. Trata-se de derrotar a grande conspiração obscurantista. Trata-se da luta milenar da razão contra a superstição, da tolerância contra o fanatismo, da modernidade contra o atraso.

(*) Bernardo Kucinski é jornalista, autor, entre outros, de “A síndrome da antena parabólica: ética no jornalismo brasileiro” (1996) e “As Cartas Ácidas da campanha de Lula de 1998” (2000)

Fonte: Carta Maior

E agora José Serra?

Monica Serra, esposa do candidato Serra,  fez aborto, é o borogodó da imprensa brasileira hoje.  Amanhã poderá ser que filha faz lobby.  É por isso que eu digo, minha gente, a moral não é o X da questão eleitoral. O que está em jogo é muito maior: é o destino e o futuro do país e do povo brasileiro. Queremos voltar a ter 20% do desemprego e miséria crescente? Ou queremos desenvolvimento para gerar empregos e oportunidades de trabalho e renda? Queremos universidades sucateadas? Ou queremos criação de novas universidades? É por aí e muito mais...

Sobre universidades, se o meu depoimento vale, vai aí: estudo na UFABC, uma das 25 universidades federais criadas pelo governo de Lula.  É uma baita universidade, interdisciplinar, 4.500 estudantes na graduação, 300 na pós graduação, 400 professores doutores.  A grande  imprensa não fala desses avanços e outros do governo Lula. Pelo contrário, a revista Veja , por exemplo, fez uma matéria difamando e mentindo sobre a UFABC. Mentindo descaradamente!

O governo Lula não é perfeito. Será que é possível governo perfeito?  Mas tirou o Brasil do atoleiro em que foi colocado pelos governos FHC, ajudou decisivamente a América do Sul  a superar aquelas porcarias de Consenso de Washigton e de Alca, melhorou a distribuição de renda no país, criou clima econômico favorável que gerou um bocado de empregos, recuperou um pouco o salário mínimo, está fazendo milhares de obras importantissímas de infraestrutura em todo o território brasileiro, expandiu as relações internacionais do Brasil, deu um baile na crise internacional, e assim possibilitou aumentar significativamente a autoestima do povo brasileiro.  É nisso que temos que apostar.  E a Dilma é melhor do que o Lula em vários aspectos, apesar de não ter a mesma desenvoltura. Ela gagueja nos debates? Ok. Isso não é problema.  Quem não gaguejaria diante da empafia do Serra?   Eu tremeria de medo. Fui aluna dele e sentia pavor quando ele entrava na sala de aula, pois ele era antipático,  prepotente e desprezava os alunos.

 O rosto não é o que mais importa. O que vale mesmo é ter uma cabeça pensante. Mas, em ambos aspectos, rosto e cabeça pensante, a Dilma é melhor, não há dúvida. O rosto dela me diz algo importante: ela se transformou bastante nos últimos tempos, não é só uma questão de maquiagem e marketing. É uma questão do olhar. Ela passou e superou um câncer em meio a uma campanha eleitoral. Isso não é qualquer coisa, certamente foi um processo de aprendizado muito forte sobre a vida e o que vale nessa vida.  Mas o mais importante é que Dilma é uma cabeça pensante. Ela pensa os problemas do Brasil com seriedade.  Sempre pensou. Não pensava em ser presidente. Isso foi um acaso. Já o Serra, o Serra só pensa naquilo: no poder.  

Professores denunciam Serra e defendem educação pública


Fotos: cenas da invasão da USP pela polícia paulista
que agiu com atos de forte vandalismo por causa de uma greve!

(clique sobre o título para ver quem já assinou o manifesto e para aderir)


Nós, professores universitários, consideramos um retrocesso as propostas e os métodos políticos da candidatura Serra. Seu histórico como governante preocupa todos que acreditam que os rumos do sistema educacional e a defesa de princípios democráticos são vitais ao futuro do país.

Sob seu governo, a Universidade de São Paulo foi invadida por policiais armados com metralhadoras, atirando bombas de gás lacrimogêneo. Em seu primeiro ato como governador, assinou decretos que revogavam a relativa autonomia financeira e administrativa das Universidades estaduais paulistas. Os salários dos professores da USP, Unicamp e Unesp vêm sendo sistematicamente achatados, mesmo com os recordes na arrecadação de impostos. Numa inversão da situação vigente nas últimas décadas, eles se encontram hoje em patamares menores que a remuneração dos docentes das Universidades federais.

Esse “choque de gestão” é ainda mais drástico no âmbito do ensino fundamental e médio, convergindo para uma política de sucateamento da Rede Pública. São Paulo foi o único Estado que não apresentou, desde 2007, crescimento no exame do Ideb, índice que avalia o aprendizado desses dois níveis educacionais.

Os salários da Rede Pública no Estado mais rico da federação são menores que os de Tocantins, Roraima, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Espírito Santo, Acre, entre outros. Somada aos contratos precários e às condições aviltantes de trabalho, a baixa remuneração tende a expelir desse sistema educacional os professores qualificados e a desestimular quem decide se manter na Rede Pública. Diante das reivindicações por melhores condições de trabalho, Serra costuma afirmar que não passam de manifestação de interesses corporativos e sindicais, de “tró-ló-ló” de grupos políticos que querem desestabilizá-lo. Assim, além de evitar a discussão acerca do conteúdo das reivindicações, desqualifica movimentos organizados da sociedade civil, quando não os recebe com cassetetes.

Serra escolheu como Secretário da Educação Paulo Renato, ministro nos oito anos do governo FHC. Neste período, nenhuma Escola Técnica Federal foi construída e as existentes arruinaram-se. As universidades públicas federais foram sucateadas ao ponto em que faltou dinheiro até mesmo para pagar as contas de luz, como foi o caso na UFRJ. A proibição de novas contratações gerou um déficit de 7.000 professores. Em contrapartida, sua gestão incentivou a proliferação sem critérios de universidades privadas. Já na Secretaria da Educação de São Paulo, Paulo Renato transferiu, via terceirização, para grandes empresas educacionais privadas a organização dos currículos escolares, o fornecimento de material didático e a formação continuada de professores. O Brasil não pode correr o risco de ter seu sistema educacional dirigido por interesses econômicos privados.

No comando do governo federal, o PSDB inaugurou o cargo de “engavetador geral da república”. Em São Paulo, nos últimos anos, barrou mais de setenta pedidos de CPIs, abafando casos notórios de corrupção que estão sendo julgados em tribunais internacionais. Sua campanha promove uma deseducação política ao imitar práticas da extrema direita norte-americana em que uma orquestração de boatos dissemina a difamação, manipulando dogmas religiosos. A celebração bonapartista de sua pessoa, em detrimento das forças políticas, só encontra paralelo na campanha de 1989, de Fernando Collor.

Alguns dos mais de 3 mil professores
que assinaram o manifesto:

Antonio Candido 

Alfredo Bosi
 Ivana Bentes
 Ladislaw Dowbor
 Marilena Chauí
 Otávio Velho
 Peter Pal Pielbart
 Scarlet Marton
  

Reiventar a vida

Lamentos de uma amiga
Perdi o carro.
Não tenho como levar o filho à escola.
A vida está difícil.
E para completar, não tenho um amor.

Modestas sugestões da amiga que ouve
Anda à pé, de ônibus, metrô,
Assim conhecerá melhor a cidade em que mora.

Coloca o filho na escola do seu quarteirão,
A melhor escola é a mais perto da nossa casa.

A vida sempre foi difícil,
Agora está mais complexa.
Nessa complexidade há coisas boas,
Uma delas é que a gente pode se reiventar.

Quanto ao amor, não sei o que dizer,
Precariamente, arrisco uma sugestão:
AMA A SÍ PRÓPRIA E FICA EM PAZ COM A SOLIDÃO.
Assim aprenderá a amar o próximo.

E mais, não se sinta tão só,
Estamos todos os humanos enfrentando o desafio
DE NOS INVENTAR COLETIVAMENTE COMO ESPÉCIE.