quarta-feira, 10 de novembro de 2010

O eterno retorno do inverno



1 comentários:  


A neve translúcida refletiu o azul do infinito e ardendo de desejos, enamorou-se das estrelas: assim, se deu o eterno retorno do sol... Agora, discutem nas cátedras de filosofia, se o sol se moveu por ciúme edípico ou amor multiplicitado.

- um beijo carinhhoso no seu coração, Marta



"A neve pôs uma toalha calada sobre tudo."

Alberto Caeiro



terça-feira, 9 de novembro de 2010

IX CONGRESO INTERNACIONAL DE SALUD MENTAL Y DERECHOS HUMANOS

Buenos Aires querido de Bioy Casares, Jorge Luis Borges, Che Guevara, Cortazar, Maradona y tantas otras MADRES.



IX CONGRESO INTERNACIONAL DE SALUD MENTAL Y DERECHOS HUMANOS


Del 18 al 21 de noviembre de 2010

Las y los convocamos a participar del IX Congreso Internacional de Salud Mental y Derechos Humanos, organizado por la Universidad Popular Madres de Plaza de Mayo, a realizarse entre el 18 y el 21 de noviembre de 2010 en las dos sedes de la UPMPM Hipólito Yrigoyen 1584 y 1432.

Al interior de este acontecimiento se efectuará el IV Foro de Salud Colectiva, Salud Mental y Derechos Humanos, el VII Encuentro de Lucha Antimanicomial, el V Encuentro Internacional de Detenidos en Movimiento y el I Foro Internacional de Niñez y Adolescencia.



O livro by Kafka


“Acho que só devemos ler a espécie de livros que nos ferem e trespassam. Se o livro que estamos lendo não nos acorda com uma pancada na cabeça, por que o estamos lendo? Porque nos faz felizes, como você escreve? Bom Deus, seríamos felizes precisamente se não tivéssemos livros e a espécie de livros que nos torna felizes é a espécie de livros que escreveríamos se a isso fôssemos obrigados. Mas nós precisamos de livros que nos afetam como um desastre, que nos magoam profundamente, como a morte de alguém a quem amávamos mais do que a nós mesmos, como ser banido para uma floresta longe de todos. Um livro tem que ser como um machado para quebrar o mar de gelo que há dentro de nós. É nisso que eu creio.”

Franz Kafka, carta a Oscar Pollak, 1904

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

A arte de passear pela Liberdade


Dia de visitar a Chris e a Tica

Dos meus passeios preferidos, o bairro da Liberdade é um deles.  Descer a rua Galvão Bueno com suas maravilhas comerciais e vegetais. Gente da Ásia misturada com Bahia. Perfume da Coréia. Ou será do Japão? Eles conversam em japonês. Ou será mandarim?  Vou flanado assim, entrando ali, comprando um chá aqui, comendo um sushi acolá, cheirando missô por todo lugar. Dar uma espiada no Manabu. Lembrar  e chorar amigos Zen ao passar no Mosteiro na rua São Joaquim. Os olhos marejam na  saudade das nossas noites loucas de amor na Liberdade.  Os grafites distraem minha dor. Até chegar na casa da Chris. Hospitaleira Chris.   Cafézinho, gargalhadas, papo de amigas, com a Tica no colo. 



DEVIR MULHER


O DEVIR MULHER NAS BRUXAS



As bruxas se revelam mulheres que não se dobravam ao poder fálico masculino, e advogavam ul lugar e um valor-função para elemento femenino.

Inegavelmente, assumiam a rebeldia, o indomável e instintivo das mulheres. Carregavam orgulhosas a insubmissão. Lidavam comgrande vitalidade com a sexualidade e com a própria magia, não eram codificadas pelo racional-lógico.Sedutoras, sensuais e mágicas foram perseguidas e nomeadas de as grandes meretrizes...

A leitura das tradições das bruxas celtas mostram um universo rico, fecundo e mágico que as localizam perto e harmânicas com a natureza.

Seus rituais são festas onde o fogo e círculo desempenham papéis conguentes às suas funções na sociedade e no mundo celta.

Cabe a elas a definicição de Deleuze-Guatari: figuras estéticas, pura potência de afetosque transbordam as afecções e percepções ordinárias.

Suas festas:

- Ano novo - Samhain ( haloween) - um momento de poder espiritual, onde o véu entre o mundo material e esperitual cai, deixando todos ricos de conhecimentos ancestrais para o próximo ano.Se alimenta os mortos com pães. É a celebração dos mortos. morte e ressureição.

- Lammas - festa da colheita, gratidão à terra abundante e se realiza jogos esportivos.

- Mabon - dia de alinhamento psíquico e espiritual e dos movimentos de fluxo e refluxo da vida.

- Yule - Alegria e divertimento

- Candelária -preparação do período de jejum e purificação. doam alimentos aos desvalidos..

- Ostara - tempo de regeneração do velho e do desabrochar da sexualidade.plantam seus jardins de ervas, flores e legumes que desempenharão um papel importante nos rituais, feitiços e poções.

- Beltane - ritos de sexualidade e fertilidade.A natureza celebra a grande fecundidade da terra em rituais de sexo, nascimento e nova vida.. os vínculos conjugais ficam suspensos neste período

- Litha - Grande poder e magia, onde se confunde sonho e realidade, dedicada as deusas da fertilidade e da sexualidade; todos festejam alegres, se dá os grande festivais ao ar livre...

Nota-se, claramente, o elemento feminino não-submisso ao falocentrismo, e com seu explendor em sexualidade e magia, sensibilidade... Vivem sintonizadas com a natureza...

O devir mulher emerge e propaga, contagiante...




domingo, 7 de novembro de 2010

Para a LUA



Qual o mal da moda , linda Lua?

Jorge Bichuetti wrote:
A LUA, MEIGA E FACEIRA, COM SUAS TRAVESSURAS E MIMOS... UM ELO, UMA PONTE: DEVIR TERNURA,NNO CINZA QUE VAI E NO ARCO-ÍRIS QUE CHEGA... NA ELEGÂNCIA E ALTIVEZ DAS AURORAS, MARIAS E FLORES-ESTRELAS- NA MAGIA DO BRILHAR... ABRAÇOS JORGE

 “Raciocinem, estudem a si próprias, em detalhes, lembrem-se de que o que fica bem a uma Elizabeth Taylor, miúda, frágil, com beleza de boneca, ficaria ridículo em Sophia Loren e vive-versa. No entanto, ambas são lindíssimas”.
Clarice Lispector









"A mulher inteligente não é escrava dos caprichos dos costureiros, dos cabelereiros ou dos fabricantes de cosméticos. Antes de adotar a última palavra da moda, ela estuda o efeito da mesma sobre o seu tipo. A mulher inteligente sabe que mais importante que parecer “chique”é parecer bonita. Não quero dizer que ela ande fora de moda, use roupa e penteados antiquados. Mas o que ela usa é o que lhe fica bem, ajuda a sua figura, realça a cor e o brilho de seus olhos e cabelos, a cor da sua pele, remoça-a e torna-a ainda mais interessante para os olhos masculinos.”
Clarice Lispector




"Marta, tão boneca
Tão deleuzante
És outra
És múltipla."

Poeta em Nova York



Vuelta de paseo
Federico Garcia Lorca




Asesinado por el cielo,
entre las formas que van hacia la sierpe
y las formas que buscan el cristal,
dejaré crecer mis cabellos.


Con el árbol de muñones que no canta
y el niño con el blanco rostro de huevo.


Con los animalitos de cabeza rota
y el agua harapienta de los pies secos.


Con todo lo que tiene cansancio sordomudo
y mariposa ahogada en el tintero.


Tropezando con mi rostro distinto de cada día.
¡Asesinado por el cielo!

Leia Poeta em Nova York na íntegra, em espanhol, aqui
E tem um wiki  muito bom sobre o Poeta em Nova York, aqui




Mientras tanto, mientras tanto, ¡ay!, mientras tanto,
los negros que sacan las escupideras,
los muchachos que tiemblan bajo el terror pálido de los directores,
las mujeres ahogadas en aceites minerales,
la muchedumbre de martillo, de violín o de nube,
ha de gritar aunque le estrellen los sesos en el muro,
ha de gritar frente a las cúpulas,
ha de gritar loca de fuego,
ha de gritar loca de nieve,
ha de gritar con la cabeza llena de excremento,
ha de gritar como todas las noches juntas,
ha de gritar con voz tan desgarrada
hasta que las ciudades tiemblen como niñas
y rompan las prisiones del aceite y la música,
porque queremos el pan nuestro de cada día,
flor de aliso y perenne ternura desgranada,
porque queremos que se cumpla la voluntad de la Tierra
que da sus frutos para todos.

Federico Garcia Lorca


Ilustraçôes: Federico Garcia Lorca para Poeta en Nova York

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

A engenharia do laço social

O que é a Inteligência Coletiva?   Por  Pierre Levy (Universidade de Otawa) e Rogério da Costa (PUC-SP).  



BONS ENCONTROS

Jorge Bichuetti - Utopia Ativa disse... --------------


Spinoza devia ser um amante da potência da amizade... Ela é o terrítorio dos bons encontros.

E a solidão é o fermento para que teça um boa amizade...

Flor, estrela: vida renovada, revitalizada... Asas de passarinho ou anjo, mais do bom encontro saimos alados Beijos
Jorge


Ao encontrar a Luciana Pereira, encontrei  uma estrela e uma flor.  Uma flor no jardim da amizade. Uma estrela no caosmo do pensamento.

Marta

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

DELÍRIOS

Em sequência ao Delirante Augusto dos Anjos, o  Anjo Delirante Jorge Bichuetti, cura de corpos sem órgãos.




AS ENTRANHAS DO DELÍRIO

JORGE BICHUETTI

 

".... Ora, ora, navios entre estrelas".

Esta resposta ouviu Nize da Silveira quando tentava entender um delírio.

Freud o concebia como familialista, redutível à uma vivência passada, a um complexo, a uma ferida - a dor da castração...

Baságlia e os surrealistas o entedem como desrazão; assim, são indecifráveis pela lógica positiva e matemática do nosso cientificismo...

Ele anda nos territórios da poesia, da magia, do misticismo, da imaginação: outra racionalidade...

Deleuze-Guatari oos perceberam como histórico-geográfico-social...

Na clínica, a pergunta fecunda não é a do significado...

Penso que neles emergem perguntas que poderiam ser, assim, traduzidas:


- Que denunciam e o que anunciam?

- Que linhas de fuga se ocultam virtuais no seu emaranhado caótico?

- Que singularidade e multiplicidades estão ali pulsando e tentando atualizarem-se?

- Que devires perambulam silenciosos no coração de um delírio?

- Que diferença pulula, borboleteando ou vagalumeando, na pele arrepiada do delírio?

- Que utopia ativa mora nele e e clama por um novo mundo?

A psicopatolgia clássica se contenta em definí-lo como um juízo falso, incapaz de ser transformado ou destruído pela argumentação...

Os analistas ortodoxos os interpretam, sobreodificando-os e lhes dando uma coerência racional.

Assim, pouco se tem conseguido com a clínica da psicose.


É que somos, frequentemente, ortopédicos, quando o delírio se revela, como potência virtual de reinvenção da vida... e do mundo.

Cliniquemos no entre e na transversalidade, e os delírios se revelarão uma artimanha do insconsciente que deseja o amanhã, oo novo, a diferença, o devir...

O território do delírio é o território da mudança... Mudança do delirante e do terapêuta, da vida vivida e da vida a ser reinventada, do mundo sofrido e do mundo sonhado...

Nele, encontramos as sementes, as flores e os frutos dos sonhos...

Sonhos de todos e da vida... Os sonhos do arco-íris que deseja o velório e o sepultamente da tempestade.


Para completar o trio de Poetas Anjos Delirantes:

 Manoel de Barros


"Os delírios verbais me terapeutam."

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Augusto dos Anjos

O que seria do  feriadão sem o poema?   Neste reencontrei um velho conhecido: Augusto dos Anjos.

" A carne é fogo. A alma arde." 

" Acostuma-te à lama que te espera!"

" Escarra nessa boca que te beija!"

"Bela na Dor, sublime na Descrença."
" O epitalâmio da Suprema Falta "

   "Feias agregações pentagonais"

"Deixa beijar-te a face que descora!"


"Morde-me a goela ígneo e escaldante molho"

"Hás de engolir, igual a um porco, os restos"

*********
Esse Augusto me pira, não somente pelo temas (agonizantes?), e sim, principalmente,  pelos estalidos.  
Que sonoridade fantástica.
Minha cabeça está "como as estalactites duma gruta".

Escolhi Vandalismo como o seu mais bonito poema para não ficar mais em dúvida sobre qual é o mais bonito (e doido!) poema de Augusto dos Anjos. Ou será dos Anjos do Augusto?

Vandalismo

Meu coração tem catedrais imensas,
Templos de priscas e longínquas datas,
Onde um nume de amor, em serenatas,
Canta a aleluia virginal das crenças.

Na ogiva fúlgida e nas colunatas
Vertem lustrais irradiações intensas
Cintilações de lâmpadas suspensas
E as ametistas e os florões e as pratas.

Como os velhos Templários medievais
Entrei um dia nessas catedrais
E nesses templos claros e risonhos ...

E erguendo os gládios e brandindo as hastas,
No desespero dos iconoclastas
Quebrei a imagem dos meus próprios sonhos!



Amauri Ferreira e a Biblioteca Nômade

Gasto com prazer meu batalhado dinheiro com livros. E aproveito sempre que possível os disponíveis (download free) na rede. Assim, sou frequentadora assídua da Biblioteca Nômade, organizada por Amauri Ferreira.

Amauri é o meu  professor de filosofia. Meu e de tantos outros, ou melhor,  tantas outras, pois há muito mais  mulheres fazendo cursos de filosofia, poucos homens ! Venho estudando com o Amauri os pensadores da filosofia da diferença: Deleuze-Guattari, Spinoza e Nietzsche.  Outros virão, Bergson e Foucault, por exemplo. 

As aulas do Amauri são obras de arte. Elas vêm me ajudando muito a esculpir a vida. Sou muito grata ao Amauri por isso. A gente nem mesmo se vê, pois faço os cursos à distância . Mas estou  firme no diálogo mental com o mestre, semanalmente atualizado. Pena que está acabando o curso do "Zara". Outros virão.

Ouço as aulas em casa, às vezes com arguta atenção, anotando, lendo, acompanhando a fala do Amauri. Outras vezes escuto sem grande ambição a lição.  Escuto e, por exemplo, vou lavando as  louças, cozinhando o almoço de amanhã... Coloco o fone de ouvido e ouço uma aula. Lavar louças ou cozinhar ouvindo a palavra de Nietzsche via Amauri é muito bom. Caminhando também é bom. Ouço as aulas do Amauri às vezes caminhando. Porém, muita  atenção: atravessar ruas assim é um perigo.  

Em 2010, estamos estudando o Assim falou Zaratustra (que, carinhosamente chamo de "Zara").   Todos os alunos compraram o livro!!! Mas o Amauri vem disponibilizando na Biblioteca Nômade textos importantes para ampliar a compreensão das leiturasda obra do Nietzsche. Exemplo, para o Assim falou Zaratustra, ele disponibilizou ao menos três  muito bons,  que recomendo:
- Ressentimento: veneno do espírito, por Spartaco Vizzoto

- Aula sobre o aforismo 354 de "A gaia ciência", por Oswaldo Giacoia Júnior

- "Interpretações de Nietzsche mundo afora", entrevista com Scarlett Marton



Las Madres

"Elas não param... querem seus filhos; mas já não os querem no desejo individualista, querem eles vivos nos seus sonhos e nos que motivaram suas vidas , os sofridos, os oprimidos, os excluídos...

De todos , elas são mães... E não são verticalmente, radicalizando o amor revolucionário de seus filhos, gritaram: O outro sou eu..." Jorge Bichuetti

Rizoma de blogs
Uzina - Utopia Ativa